Fui estudante de um
antigo e tradicional colégio do Rio de Janeiro. Os uniformes não
eram dos mais bonitos, não dava muita brecha para a vaidade dos
alunos. Patrícia (nome fictício) ingressou na escola já causando
frisson por onde passava: tinha lindos cabelos loiros e anelados e
olhos azuis, além de já ter o corpo bem formado em relação a
maioria das garotas. Era muito bonita e sabia disso, logo não dava
atenção a qualquer pessoa – talvez uma forma de autopreservação.
Isso, é claro, atraiu a inveja das meninas e o recalque dos meninos.
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
O Anjo
Parece
difícil conceber que uma pessoa tenha sido “feita para o amor, da
cabeça aos pés”, conforme canta Ana Carolina, em “Rosas”. Em
tempos em que o amor são às coisas, e não às pessoas, é um
portento alguém que seja capaz de tanto amor. Mas essa pessoa
existe. É um anjo. Suas asas são invisíveis, seus cabelos não são
loiros, nem enrolados e não tem olhos cor de céu. O céu é em sua
alma.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
A Bruxa
Ela não
é corcunda, não tem a pele verde nem uma verruga na ponta do nariz.
Não usa preto (segundo ela, não pode se vestir com esta cor) nem
chapéu pontiagudo. Sempre que a vejo está com uma vassoura, mas
certamente não a usa para voar. Varinha de condão? Harry Potter?
Acho que ela nem sabe do que se trata.
quarta-feira, 24 de julho de 2013
O Assustador Mercado de Trabalho
O mercado de trabalho é algo extremamente assustador. Não só por ser um dos primeiros indícios da chegada da fase adulta, que por si só já é aterrorizante, mas pelo forma como ele é cruel e enlouquecedor. Eu acho que todos nós criamos um alter ego quando temos que encará-lo. Não adianta tentar listar arquétipos pré-definidos de profissionais, acho que são muitos “eus” diferentes, muitos totalmente diferentes da real essência da pessoa. O mercado de trabalho é como um monstro meio bizarro, que quer devorar todos (com toda a ambiguidade que a expressão oferece) e criamos personagens super-armados para enfrentá-lo. O problema é que, quando a gente acha que venceu, ele te dá uma rasteira e fim de jogo. Game over. Sorte que temos muitos “continues”.
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quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Não foi dessa vez. E agora?
O que fazer quando um grande plano não sai como a gente esperava? Ou pior: ele dá completamente errado? Quando as coisas não saem do jeito que planejamos, sempre ficamos com a sensação de que não batalhamos o suficiente ou que Deus (ou o Destino, de acordo com a fé de cada um) não foi bom o suficiente para nós. O que precisamos fazer depois disso?
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Família perfeita é só em porta-retrato
Os dizeres são sempre os mesmos: “Irmão é o amigo que você vai ter para sempre”, “Temos que honrar pai e mãe”, ou então “Mãe é amor”. Tudo mentira. Existe essa cobrança social de que temos que enxergar nossos parentes como “porto seguro”. Sinto muito, eu dou parabéns aos que tem a família perfeita e podem cantarolar por aí essas palavras. Não é o meu caso, uma vez que boa parte dos meus problemas teve origem na minha família. Os ditados que eu prefiro usar são “Parente é serpente” e “Família só é bonita no porta-retrato”.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Amor além da imaginação
Muita gente estranha o sucesso que séries de livros como Crepúsculo tem feito. Eu não estranho. Recentemente li o primeiro livro de uma série chamada Os Imortais. A história é engraçadinha, bonitinha, tem ação e viagem na maionese. E, é claro, uma relação fora do normal [spoiler aqui]: uma menina problemática que se envolve com o cara perfeito, que tem quase 600 anos. Não, não é um vampiro, é um alquimista que conseguiu produzir o Elixir da Imortalidade [fim de spoiler].
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