Eu escrevo contos também. Mas contos de fadas nem sempre têm finais felizes.
A deusa do mar era Ánya. Poucos mortais a viram, mas os que conseguiram diziam que tinha uma aparência jovem e bela. Nas noites enluaradas, banhava-se a beira do mar, deitada na areia, ou brincando com as ondas. Algumas vezes caminhava sobre as águas. Tinha personalidade forte, porém híbrida: comportava-se às vezes muito infantil, às vezes muito madura. Alguns mortais que a viram se apaixonaram, mas todos tiveram seu amor recusado pela divindade. Outros se horrorizavam com a excentricidade de sua beleza, pois Ánya tinha longos cabelos azuis.
domingo, 20 de março de 2011
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Droga do Amor
Tive em meu pouco tempo de vida algumas experiências com coisas parecidas com amor. Muitas eram impossíveis (baseadas em uma obsessão com a beleza física da pessoa), algumas idealizadas (em um único contato, me encantar com a beleza, intelecto ou comportamento), e poucas mais profundas. O problema é que o amor, para mim é uma droga altamente tóxica da qual sinto uma intensa vontade de”chapar”.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Fique magro ou morra tentando
Depois de alguns anos com uma barriguinha de chope, decidi entrar numa dieta rigorosa. Nada de gordura, açúcar, sal... Em pouco mais de três dias, eu já tive minha primeira perda: a paciência.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Amigos, amigos. Cervejas, à parte.
Eu estava numa fase muito xoxa. Nada me satisfazia, nada me agradava. A faculdade funcionava, ao meu ver, como uma grande perda de tempo, as tardes, era só sono.a noite, ficava na internet, postando inutilidades no Facebook. Era uma fase difícil de superar. A falta de uma grande alegria me deixava chateado, e, por mais estranho que pareça, a falta de tristeza, angústia, fúria me entediava. Acostumei-me um pouco com essa coisa bipolar de geminianos: um período muito bom, seguido de outro, muito ruim. Um momento de euforia nunca seria tão especial se eu não tivesse experimentado o tempo ruim. Era só apatia, aquela sensação de que nada está ruim de mais ou bom de mais, apenas um vazio. Nada me fazia sorrir, nada me fazia chorar.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
"Joga mídia na Geisy"
Lembro-me como se fosse ontem. Acordei um dia da semana, há mais ou menos um ano, e vi no Jornal do SBT Manhã a reportagem sobre uma estudante da Uniban, em São Paulo, que teve que sair da faculdade escoltada pela polícia. Motivo? Um vestido rosa muito curto. Segundo as entrevistas de Geisy Arruda, a tal estudante, a vários veículos de imprensa, aquele era um dos seus vestidos mais discretos.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Virgem Marina, São José e Madre Dilma
Marina Silva (PV), em discurso após as eleições do dia 3, afirmou que a quantidade de votos que obteve, quase 20 milhões de votos, já foi uma vitória. Surpreendeu todo o Brasil, a ponto de os presidenciáveis que foram para o 2º turno, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), brigarem pelos eleitores de Silva e pelo apoio da ex-candidata. Isso por que, algumas pessoas, falando em “voto útil”, deixaram de votar nela para garantir a derrota de Rousseff ou de Serra. Subestimaram o poder de persuasão da cearense. Subestimam ainda, na verdade.
O que leva os candidatos que, na maior parte do tempo, trocam “elogios”, a crer que o potencial da verde está todo ligado à religiosidade? É verdade que Marina é assumidamente evangélica, da Assembléia de Deus, mas achar que todos os votos que ela obteve no primeiro turno são dos evangélicos é desdenhar dela. Conseqüentemente, a estratégia da campanha dos candidatos parece tomar um rumo esquisito. Conclusão: aborto em pauta.
Dilma e Serra em cima do muro. São contra o aborto, “a-religião-não-permite”, mas... Marina Silva deixou claro ser contra o aborto, contudo afirmava que era a favor de um plebiscito, para que o povo decidisse. Assim sendo, a petista acaba por discursar a evangélicos e o tucano, vai a Basílica de Nossa Senhora da Aparecida, em Aparecida do Norte, SP, comemorar o dia da padroeira do Brasil (12/10). Além de discutirem o aborto, mais uma vez, trocam ofensas. A Dilma acusa aliado de Serra de embolsar dinheiro da campanha, e o ex-governador de São Paulo, sempre mencionando Erenice, ex-Casa Civil. Ao invadir o campo da religião, creio que, além de menosprezarema ex-candidata do PV, tentam fazer o brasileiro de otário. OK, é verdade, somos otários e votaríamos facilmente em algum candidato devido as suas supostas convicções religiosas. Mas deve-se analisar que parte do eleitorado evangélico é fã de Lula, logo, vota instantaneamente em Dilma, o que tornaria uma perda de tempo da parte dela tentar arrecadar votos desta parcela, quando poderia estar tentando angariar votos dos mais fiéis ao PSDB, ou dos anti-PTs, anti-lula. Serra, deveria estar tentando fazer o mesmo, convencer os eleitores do PT. Contudo, para o tucano, o bicho é mais pesado. Ele tem, de fato, que convencer os eleitores de Marina.
Para isso, acredito que ambos deveriam parar de trocar ofensas e lançar na mídia boatos sem comprovação, e buscar uma maior diferenciação nas propostas, afinal, creio que muitos dos eleitores de Marina estejam em dúvida em quem votar.
Onde o aborto entra nessa história? Em lugar nenhum. Não é para entrar. Se a questão é religiosa, deveriam logo dizer que o concorrente tem pacto com o Diabo, e que envia mensagens subliminares em suas propagandas eleitorais. O candidato que fizer isso ganha a eleição, de certo.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Web. A sua vez de gritar
É engraçado como a mídia conseguiu fazer o povo criar piadas sobre o suposto assassinato de Eliza Samúdio pelo goleiro Bruno. Já escutei coisas como “Qual a diferença entre Ronaldinho e Bruno? O que não mata, engorda.”, ou então “Eliza previu sua morte no suposto filme pornô em que atuou. Em uma das cenas de sexo, ela dizia ‘me come cachorrão’”. Crueldade do povo brasileiro? Acho que não.
O que acredito que está havendo é um “bombardeamento” de informações pela mídia. Alguns veículos de comunicação adotaram a postura de que esse é o interesse da massa. Mas será que é mesmo? Ou o povo apenas aceitou o fato de que essa informação (o “Caso Bruno” é um exemplo, mas há muitos outros) é importante, já que os veículos “vomitam” notícias afirmando ser de interesse público.
Eu, estudante de Jornalismo, posso dizer que uma coisa é verdade: é pauta certa. Afinal, é bem mais prático “inventar” um desdobramento da matéria do dia anterior, do que procurar pautas diferentes.
Não tenho gostado do conteúdo das grandes empresas de comunicação. Não só da parte jornalística, mas da publicidade, do cinema e do radialismo. Recentemente vi um programa com um grupo de mulheres jovens, bonitas e sedutoras falando de sexo (mulheres feias não fazem sexo). Não critico o tema, ou o formato do programa, afinal, eu adoro o assunto (melhor que falar da vida dos outros). O problema, para mim, é como o tema é tratado: sexo como uma técnica. Quando vejo esse tipo de programa, fico pensando “oba, em breve teremos faculdade de sexo”. Imagino a grade curricular: Técnicas de Sedução I e II, Teoria do Sexo, Estudo da Anatomia Genital... Seria bem interessante, e para copular, só seria possível com diploma (ninguém mais precisa esconder que transou com analfabeto). Então, poderia ter um curso técnico de sexo.
Quem fosse tecnicista da área, só poderia praticar preliminares.
Esses são só alguns exemplos. Gosto de jornais impressos, mas a abordagem do conteúdo faz parecer que no Rio só há dois tipos de pessoas: empresários da Zona Sul, e “urubus” das favelas e do subúrbio (jornais só falam de carnificina). As rádios seguem um modelo intermediário ao da TV e do Jornal.
Esses são só alguns exemplos. Gosto de jornais impressos, mas a abordagem do conteúdo faz parecer que no Rio só há dois tipos de pessoas: empresários da Zona Sul, e “urubus” das favelas e do subúrbio (jornais só falam de carnificina). As rádios seguem um modelo intermediário ao da TV e do Jornal.
Felizmente (ou não), surgiu a internet, que compacta em um mesmo meio a telecomunicação e a radiodifusão. Agora, todos nós podemos produzir nossos conteúdos. Sim, as grandes empresas que detêm o monopólio da Comunicação Social usam e abusam da “nova” ferramenta, mas, da mesma forma, também podemos usar.
É a possibilidade fugirmos um pouco dos programas de comédia barata que passam na TV, que usam escatologia, humilhação de terceiros, e reafirmação de preconceitos e estereótipos. O YouTube é o suficiente para arrancar, em 10 segundos, boas gargalhadas, muitas vezes, com situações reais. É a possibilidade de participarmos também da produção de conteúdo e da difusão de informação. É a chance de sermos ouvidos, contar uma história não contada pelas grande empresas.
Podemos gritar e dizer o que queremos (o que deve ser feito de forma saudável). É a oportunidade de ler e ser lido, de ouvir e ser ouvido, e de ver e ser visto. É a sua vez. Nossa vez. Então, não vamos desperdiçá-la.
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