Tem sido comum as denúncias de famosos que são vítimas de racismo nas redes sociais. Lembro-me do caso da Maju Coutinho, maravilhosa apresentadora do Jornal Nacional. Também aconteceu com a Thaís Araújo, atriz e colega de empresa da Maju, e ainda com a também atriz Cris Vianna. Outro caso que veio à tona foi o de uma jovem negra de Brasília (que não é famosa) que foi vítima de ofensas racistas. A maioria das pessoas elogiavam a beleza da mulher, que é parecida com Lupita Nyongo. O mesmo aconteceu com as atrizes e com a jornalista da Globo. Mas, talvez incomodados com ofato de um negro ser elogiado, os racistas destilaram seu ódio na internet – talvez em uma tentativa de lembra-nos que o nosso lugar é na senzala, e não na casa grande, ao lado deles.
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
1998: Para Túlio, com amor
Oi, Túlio.
Perguntar como você está numa hora dessas vai soar como deboche. Sei que você está passando por momentos difíceis e, na verdade, eu sou a única pessoa que sabe - e sempre saberá - o que passa no fundo do seu coração. Algumas pessoas, principalmente da família, tentarão te convencer que conhecem você mais do que você mesmo. Não acredite nisso.
Perguntar como você está numa hora dessas vai soar como deboche. Sei que você está passando por momentos difíceis e, na verdade, eu sou a única pessoa que sabe - e sempre saberá - o que passa no fundo do seu coração. Algumas pessoas, principalmente da família, tentarão te convencer que conhecem você mais do que você mesmo. Não acredite nisso.
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
Entre panos e festas: sobre apropriação cultural
Este texto faz parte de um série que estou escrevendo sobre racismo e negritude. Confira os outros textos:
Um negro bonito
Túlio, o negro. Racismo e um pouco de cotas
No início deste ano, resolvi renovar o guarda-roupa. Mudar o meu estilo, me vestir melhor, com personalidade. Sempre busquei vestir coisas que, de certa forma, dissessem algo sobre a minha personalidade ou sobre a minha história. Sempre tive vontade de usar um adorno na cabeça, mas nunca tive coragem por uma série de fatores. Foi quando descobri que os turbantes estavam em alta.
Um negro bonito
Túlio, o negro. Racismo e um pouco de cotas
No início deste ano, resolvi renovar o guarda-roupa. Mudar o meu estilo, me vestir melhor, com personalidade. Sempre busquei vestir coisas que, de certa forma, dissessem algo sobre a minha personalidade ou sobre a minha história. Sempre tive vontade de usar um adorno na cabeça, mas nunca tive coragem por uma série de fatores. Foi quando descobri que os turbantes estavam em alta.
terça-feira, 23 de junho de 2015
Um negro bonito
Modéstia a parte, desde pequeno ouço que sou um “negro bonito” (modéstia mesmo, pois quem me conhece sabe que sempre tive autoestima baixa – mas aí é assunto para outra postagem). Eu, naturalmente, adorava – e adoro – receber elogios, por mais que achasse que as pessoas o faziam por educação. Também ouvia com frequência que era um “moreninho bonitinho”, ou “um mulato bonitinho” e, mais raramente – beeeeem raramente – “um negão bonito”. Se o objetivo era me convencer da minha beleza, não acho que tenho surtido efeito.
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quarta-feira, 25 de março de 2015
Túlio, o negro. Racismo e um pouco de cotas
Dizer “eu sou negro” pode ser redundante para quem me conhece. Tipo, está óbvio – literalmente, na cara – que eu sou negro. Mas não, não é tão simples assim. Assumir sua ancestralidade (sem os mimimis “mas eu também sou descendente de espanhóis…”) é um ato de fala. Quando eu digo que sou negro, eu assumo uma história, uma realidade um contexto que, por mais que achem que estão longe de mim, estou familiarizado. Portanto, sim, eu sou negro, independente de movimento, partido, direita, esquerda, acima, abaixo, cristão, macumbeiro, etc. (sobre questões religiosas, abordarei em outra postagem).
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quarta-feira, 30 de abril de 2014
A Linguagem do Coração
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| Pollyanna sempre ficava em poses charmosas para tirar foto |
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Doze coisas que aprendi em 2013
Fiquei assustado ao perceber que não fui o único a passar maus momentos em 2013. Amigos e colegas, por razões diferentes das minhas, também querem se livrar logo deste ano. Mas será que não dá para extrair nada de positivo nesses 365 dias? Provavelmente sim, mas acredito que as desventuras em série acobertaram as poucas coisas boas. Porém, é nos momentos de transtornos que geralmente extraímos algum aprendizado dessa vida difícil. Dentre os meus 25 anos, este foi, com certeza, o que eu tirei mais lições de vida. Aproveito este post para compartilhá-las com vocês. Não, não estou aqui para escrever autoajuda, apenas quero compartilhar o que adquiri e ver se o leitor se identifica – ou não.
1. É preciso ser muito corajoso para não desistir de um objetivo. Mas é necessária coragem extrema para desistir. Às vezes temos que abandonar uma meta para que a vida possa continuar e tomar um rumo melhor.
1. É preciso ser muito corajoso para não desistir de um objetivo. Mas é necessária coragem extrema para desistir. Às vezes temos que abandonar uma meta para que a vida possa continuar e tomar um rumo melhor.
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